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9.7.10

O preço de um serviço de contabilidade

 

Esse é um assunto recorrente e polêmico nas rodas de empresários e dos profissionais da contabilidade. Tão polêmico e cheio de divergências quanto política, religião e futebol.

Assim como em todo negócio, o dos serviços contábeis vivencia uma multiplicidade de situações relacionadas ao preço que se cobra dos clientes. Entre muitos profissionais vigora a idéia cobrar de acordo com as tabelas de orientação de honorários dos sindicatos. Entre outros, cobra-se valores tomando-se como referência o salário mínimo. E entre muitos outros cobra-se em função da concorrência, ou seja, “se meu concorrente vai te cobrar 120,00 faço para você, pra fecharmos o negócio, ‘noventão’...”

Discute-se muito, também, a qualidade dos serviços prestados. E fica óbvio que por ‘noventão’ não se tem condições de prestar um serviço minimamente adequado para o cliente, de forma a atendê-lo plenamente em todos os aspectos em que pode ser atendido pela contabilidade. Talvez, pelos ‘noventão’, somente o ‘basicão’, e olhe lá.

Mas pouco se discute, com relação ao assunto, a qualidade do cliente. Que tipo de cliente é esse que escolhe um contador com base no preço mais baixo? Que cliente é esse que entende a contabilidade como “um mal necessário”? Que cliente é esse que considera a contabilidade como um custo que não traz benefício algum?

Pois é. É esse o cliente que está aí e que os profissionais da contabilidade encontram e tem que lidar.

Vou fazer aqui um exercício de imaginação, utilizando como metáfora um tratamento de saúde. Será que alguém que, tendo recursos suficientes – mas não de sobra – e que necessite de um tratamento de fisioterapia para recuperar plenamente os movimentos das pernas, escolheria o fisioterapeuta pelo honorário mais baixo dentre os disponíveis no “mercado”? Eu escolheria aquele que me inspirasse confiança e que tivesse boa reputação e recomendação.

Não estou afirmando aqui que os fisioteraputas que cobram baixos preços não tenham capacidade ou qualidade (assim como os contadores), mas estou dizendo que a escolha de um profissional da saúde segue parâmetros como os de confiança, reputação, reconhecimento profissional, dentre muitos outros que poderiam ser citados aqui. E será que não deveria ser assim também com o profissional da contabilidade? Eu entendo que sim.

Bom, esse é um assunto que divide opiniões e temos que considerar também algumas posturas inadequadas e nada éticas de poucos profissionais que, infelizmente, maculam e são evidenciadas com maior ênfase do que as posturas éticas e corretas da maior parte dos profissionais da contabilidade.

Mas essa é uma outra discussão. Ou a mesma, que poderá continuar.

Abaixo transcrevo uma postagem do Pedro Mello, retirada de seu Blog do Empreendedor que está hospedado no Portal da Revista Exame. Espero que meu texto e o do Pedro Mello possam incitar discussões sobre o assunto aqui no blog.

Abraços.

 

Polêmica: Contadores baratos e caros

por Pedro Mello

Foi começar a falar sobre impostos e serviços contábeis para a discussão pegar fogo nos posts logo abaixo, com direito até de jabá de contador oferencendo seus serviços a partir de 100 reais.

Contabilidade é um assunto polêmico e traiçoeiro. Afinal, quem começa um negócio próprio costuma achar contabilidade algo caro e chato, pelo que oferece de retorno. Um verdadeiro mal necessário.

Os anos passam e somente na hora que os verdadeiros custos de um serviço aparentemente "barato" aparecem, é que o empreendedor consegue ver a economia burra que fez. Arrependimento é o sentimento mais comum nesses momentos.

Mas o fato é que, independente da mensalidade do contador custar 100, 200 ou 400 reais, a prática mostra que o serviço contábil precisa ser revisado mensalmente, com muita atenção.

Conheço muita gente que pagou multas astronômicas por erros contábeis, guias não recolhidas ou simplesmente deixadas de serem enviadas para os orgãos competentes.

Portanto, se vale uma sugestão, contrate os serviços de um profissional com ótimas referências (ligue para o máximo de clientes que ele tem em carteira), para não ter dor de cabeça no futuro. Afinal, dificilmente o contador pagará multas que vierem a aparecer por erros contábeis e, nesse caso, a batata quente vai parar nas suas mãos.

Outra sugestão vital é tirar certidões negativas de impostos municipais, estaduais e federais, pelo menos uma ou duas vezes por ano. Essa é a medida mais pro-ativa que você pode adotar para checar se o trabalho do contador está sendo feito corretamente e, assim, evitar sustos no futuro.

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